Márcia Calado, CB Leiria

Quais os benefícios e desvantagens que vocês atletas esperam retirar nesta nova fase? Com este novo campeonato a competitividade no nosso futsal pode melhorar/aumentar? Porquê? 

Enquanto atleta só vejo benefícios, uma vez que a parte económica e logística pertence aos clubes. Para mim as vantagens são inequivocamente claras, uma competição como esta prepararia muito melhor os clubes para num futuro poder competir ao mais alto nível. Eliminaria parte da discrepância ao nível da qualidade técnico-táctica existente num campeonato distrital. Uma 2a divisão nacional, traria a visibilidade suficiente para reconhecer o valor de atletas de altíssima qualidade, que integram os campeonatos distritais em todo o país.


E em termos de visibilidade tanto para clubes como para vocês atletas, o que achas que esta possível 2ª Divisão Nacional pode trazer de novo? 

O futsal feminino só tem a ganhar com a criação deste nova prova, o reconhecimento e visibilidade trariam mais gastos, mas também mais patrocínios, mais atletas à modalidade, mais formação e consequentemente um fortalecimento mais coeso nas provas distritais. 


                                                                                               Márcia Calado

© 2016 Raparigas da Bola, Portugal

DESIGUALDADE DE GÉNERO NO DESPORTO É EXPOSTANuma semana marcada pelo Dia da Mulher e pelas maiores conquistas portuguesas de sempre no europeu de atletismo, as notícias que se seguiram a estes dias evidenciam a diferença de importância dada à mulher no desporto.

Em geral, é preciso uma mulher ganhar uma medalha para que ela tenha destaque e mesmo quando isso acontece, a visibilidade não é das maiores, como foi visto esta semana.

Ser uma mulher no desporto não é fácil. A falta de visibilidade, a falta de patrocínios e a falta de interesse geram um ciclo que torna complicada a formação de atletas mulheres de ponta.

O grupo Raparigas da Bola luta para quebrar este ciclo, dando voz e visibilidade a atletas femininas, de diferentes modalidades desportivas.

Percebendo-se que no Dia da Mulher há uma tendência para falar sobre mulheres, mas que logo no dia a seguir tudo volta à triste normalidade, o grupo resolveu intervir, usando os próprios jornais desportivos como ponto de partida.

A iniciativa intitulada #ElasTambémJogam, consistiu em transformar todas as notícias publicadas nestes jornais, no dia 9 de março, num gráfico dividido em duas cores: uma para os homens e outra para as mulheres.

Esses gráficos transformaram-se em verdadeiros jornais, mas sem nenhuma foto ou texto, só as cores que evidenciam a diferença de atenção dada às mulheres. Os jornais foram entregues a jornalistas, inluenciadores e atletas para que estes amplificassem o alcance desta ação, ainda no dia 09.

O desejo do grupo não é confrontar os jornais, pelo contrário, é fazer deste um momento de reflexão para que todos se possam unir e dar mais visibilidade às mulheres no desporto, já que elas acreditam que a partir daqui é possível começar a mudar este ciclo de desigualdade. «Mais visibilidade gera mais interesse do público, que desperta interesses de marcas, que gera investimentos e consequentemente volta a gerar visibilidade.» relata Marta Faria, fundadora do Raparigas da Bola.

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