Rita Diaz - CACO



Quem é a Rita? 

A Rita é a menina/rapariga/mulher que sempre gostou de correr, subir árvores, fazer travessuras e desportos (de preferência com rodas e velocidade). A Rita é quem descobriu na patinagem e no hóquei patins a inexplicável felicidade. 


Como surgiu a paixão pelo Hóquei? 

Sem precisão do momento, a paixão pelo hóquei surge há 23 anos. Inicialmente comecei a jogar Hóquei em Linha - modalidade federada - pelo Cascais, numa equipa composta por várias idades onde eu era a única rapariga na equipa e também a mais nova. Sendo uma modalidade com pouca aderência juvenil, um desporto mais agressivo e tendo um gosto imenso pelo desporto sobre rodas, não conseguia parar de jogar. Posto isto foi quando me levaram experimentar outro Hóquei, o Hóquei Tradicional. Desde então, pertencer a uma equipa, patinar e controlar uma bola com um stick é das coisas que mais feliz me faz .


A tua família sempre te apoiou nesta escolha? 

A família sempre me apoiou e sempre me acompanhou até à altura que decidi ir para Espanha jogar. Desde aí por circunstâncias da vida, tornou-se parte integrante do quotidiano familiar sempre que possível. 


Fala-nos um pouco sobre o teu percurso na modalidade. 

Comecei no G.D.S. Cascais, onde disputava o campeonato regional. Com a extinção da equipa do Cascais mudei de clube e, durante 10/11 anos representei o G.D.R. "Os Lobinhos", clube pelo qual alcancei todos os títulos coletivos nacionais, joguei pela primeira vez na liga Europa e ainda alcancei o título de melhor marcadora nacional e da Europa. Alcançado estes feitos, aceitei o convite do clube catalão Cerdanyola C.H. e durante duas épocas joguei na OKLiga Fem e Nacional Catalán em simultâneo, pela equipa A e B do Cerdanyola. No Cerdanyola, para além de ser jogadora, tive a oportunidade de treinar equipas de formação, mistas e femininas, como também tive a oportunidade de dar aulas de iniciação à patinagem e ao hóquei patins no colégio de Cerdanyola. Quando regressei, optei por ingressar no Clube Stuart H.C. Massamá onde já faziam parte outras atletas que tinham jogado comigo nos "Lobinhos". A primeira vez que enverguei a Quina Portuguesa ao peito aconteceu em 2007, no campeonato da Europa de sub 19, e mantive-me no lote A até 2014. Atualmente jogo no Clube Atlético Campo de Ourique e treino as equipas de sub13 e sub15. 


Como te defines enquanto jogadora? 

Com a experiência que tenho, não só pela idade mas pelo trajeto até agora, defino-me como uma jogadora muito distinta do que era antigamente mas sinto, ainda, que continuo com muita personalidade e presença dentro de campo.


Sonhos e objetivos. Quais os teus para um futuro próximo? 

Tendo em conta que alcancei (dentro do possível) os meus sonhos e objectivos no hóquei que tinha em criança, atualmente o meu objetivo e o meu sonho baseia-se em poder formar, educar e ensinar esta maravilhosa modalidade aos mais novos e, se assim acontecer, lançar excelentes jogadores de forma a manter a qualidade do nosso hóquei. Contudo, gostava de ganhar novamente um título nacional e voltar a jogar na liga Europa. 


Se tivesses esse poder, o que mudarias ou acrescentarias ao Hóquei Feminino em Portugal? 

O hóquei feminino está em evolução e já se vê muitas diferenças, para o positivo, de há uns anos para cá em comparação com outros países em que esta modalidade é rainha. Contudo, penso que será necessário haver um maior apoio para as camadas/clubes mais pequenos, não só para o feminino, onde os patrocinadores exercem um papel importante nesta função. Quero dizer com isto que será fundamental haver uma alteração de mentalidades sobre o facto de apoiar "os grandes" e criar-se uma maior panóplia de possibilidades para os mais pequenos que, esses sim, precisam de ajudas e apoios para se manter e elevar a qualidade do nosso hóquei. 



Marta Faria, Raparigas da Bola