Inês Carvalho "Né"

Associação Desportiva Sanjoanense, 17 anos


Para quem não te conhece, quem é a Inês?

A Inês é uma adolescente que tem apenas 17 anos e é apaixonada pelo hóquei. É natural de Vila Nova de Gaia, Porto. É uma miúda sonhadora mas por vezes muito insegura de si, gosta de evoluir cada vez mais e mais. Cada vez que lhe aparece um obstáculo tenta sempre dar a volta.


Como nasceu esta apetência pelo hóquei? Foi a única modalidade que praticaste?

Esta apetência pelo hóquei apareceu aos 3 anos, quando o meu pai decidiu que o mais certo era calçar uns patins, e desde aí nasceu este "amor" pelo hóquei em patins. Foi a única modalidade que pratiquei e não tenho intenções de deixar o hóquei tão cedo.


Então e porquê o hóquei?

Porquê o hóquei? Boa pergunta... o meu pai foi um amante do hóquei e jogador. Passou esse "bichinho" para o meu irmão e eu não poderia deixar de ter esse "bichinho". Desde então, calcei os patins e foi uma paixão vasta. Aos meus 5 anos comecei por jogar com os benjamins, ficava ansiosa que chegassem aos dias em que tinha treinos. A minha mãe sempre fez parte da direção do clube e acompanhava-me sempre. Chegava a passar lá os meus dias todos. Sempre que estava lá, andava sempre com o stick e a bola a brincar.


A tua família sempre apoiou esta "paixão"? Quem foi mais cético?

Felizmente sempre tive uma família que me apoia nesta paixão pelo hóquei e me impulsiona cada vez mais para o futuro que o hóquei reserva. Até hoje ninguém foi cético.


Como tem sido o teu percurso na modalidade? Fala-nos um pouco dele.

Já passei por 4 clubes (CH Carvalhos, Infante Sagres, CA Feira e presentemente AD Sanjoanense). Não posso deixar de referir o meu clube de coração CH Carvalhos, primeiro por ser o clube onde isto tudo começou e segundo onde passei 13 anos da minha vida. Estou cada vez mais orgulhosa de mim porque sei que estou a evoluir progressivamente. O que mais me orgulho foi ter ido  á AP Porto e aos OIST que foi um grande incentivo.


E conciliar a vida pessoal e escolar com o hóquei... tem sido difícil?

Eventualmente temos de nos privar de fazer coisas que são normais na minha idade, saídas à noite, conviver com os amigos e por aí... agora com a vida escolar, é mais difícil porque tenho um horário pesado e por vezes tenho que chegar a casa, pegar no saco e ir para o treino. Este ano é ainda mais difícil para mim porque sou de Gaia e tenho que ir para São João da Madeira. Mas não me importo. Sem esforço nada é possível.


Até onde pensas chegar na modalidade? Qual o teu maior objectivo?

Espero chegar cada vez mais longe nesta modalidade e estou a trabalhar para isso. O meu objectivo é dar sempre o meu melhor, embora os jogos não sejam sempre iguais. Ainda tenho que aprender muito com o hóquei mas estou no bom caminho. O meu maior objectivo é vestir a camisola das quinas e representar este país, era tão gratificante. Admiro muito as jogadoras do hóquei em patins feminino.


Como atleta como achas que seria possível chamar mais jovens raparigas à modalidade?

A meu ver os clubes deviam evidenciar mais o hóquei nas escolas, como por exemplo ter esse desporto nas aulas de educação física ou divulgar pelos alunos das várias escolas. Anseio que o hóquei feminino nunca acabe e sim que cresça cada vez mais. Fico contente quando vejo raparigas a jogar nos escalões inferiores. 


Marta Faria, Raparigas da Bola